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Réus de envenenamento em Parnaíba aguardam julgamento após um ano do crime

Justiça mantém júri popular para acusados de envenenamento em Parnaíba

Os réus Maria dos Aflitos da Silva e Francisco de Assis Pereira da Costa completaram um ano de prisão nesta quarta-feira (1º) sem uma data definida para julgamento. O casal é acusado de envenenar uma família inteira em Parnaíba no início de 2025, em um caso que resultou em seis mortes.

De acordo com registros do Tribunal de Justiça do Piauí, o processo tramita na 1ª Vara Criminal de Parnaíba. No dia 28 de novembro, o juiz titular manteve a decisão de levar os acusados ao Tribunal Popular do Júri, após rejeitar recursos da defesa que questionavam a materialidade das provas.

“As alegações defensivas de ausência de provas ou negativa de dolo não se sustentam para fins de despronúncia nesta fase, devendo ser debatidas em plenário”, afirmou o magistrado na última movimentação processual.

Acusações e penas previstas

O Ministério Público indiciou Maria dos Aflitos por 23 crimes, incluindo quatro homicídios triplamente qualificados e quatro feminicídios. Francisco de Assis responde pelas mesmas acusações, acrescidas do crime de fraude processual. Segundo as autoridades, as penas somadas podem ultrapassar 300 anos de reclusão.

Os acusados permanecem detidos em unidades prisionais de Teresina. O inquérito policial, concluído em março de 2025, aponta que as mortes foram premeditadas. A denúncia foi aceita pela Justiça em abril do mesmo ano, e a audiência de instrução ocorreu em outubro.

Histórico das vítimas e investigação

O crime ocorreu durante uma ceia de Ano Novo e vitimou cinco membros da família e uma vizinha. Relatórios da perícia indicaram que o envenenamento atingiu os netos dos réus, Lauane Fontenele, Maria Gabriela da Silva e Igno Davi da Silva; os filhos do casal, Francisca Maria da Silva e Manoel Leandro; além da vizinha Maria Jocilene.

A investigação policial apresentou uma reviravolta ao conectar o caso à morte de outras duas crianças, ocorrida em agosto de 2024. A polícia confirmou que o veneno utilizado em ambos os episódios era idêntico, o que resultou na absolvição e soltura de Lucélia Maria da Conceição Silva, que havia sido presa injustamente como suspeita inicial do primeiro crime.

Fonte: https://portalodia.com/noticias/piaui/envenenamento-em-parnaiba-um-ano-depois-reus-ainda-nao-foram-julgados-453584.html

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