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Secretário de Fazenda do Piauí alerta para desafios fiscais e controle de gastos em 2026

O secretário de Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, afirmou que a gestão das contas públicas estaduais enfrentará um cenário de restrições em 2026 devido à manutenção da taxa Selic em patamares elevados e ao impacto de novas isenções tributárias. Em avaliação divulgada no fechamento de janeiro, o gestor destacou que esses fatores pressionam o orçamento e limitam a capacidade de investimento do governo estadual.

Impacto da política monetária e serviço da dívida

Segundo o secretário, o ambiente econômico restritivo do início do ano é influenciado diretamente pela política monetária nacional. Ele explicou que a manutenção dos juros básicos afeta tanto o custo do financiamento público quanto o dinamismo da economia regional.

“A manutenção da taxa básica de juros pesa para o Estado no pagamento e no serviço da dívida, mas também afeta o investimento. O crédito fica mais caro, tanto para quem quer consumir quanto para as empresas que precisam investir, e isso impacta a economia como um todo”, afirmou Emílio Júnior.

Isenções tributárias e pressão na folha de pagamento

Além dos fatores macroeconômicos, medidas de desoneração adotadas no início do ano também impactam o fluxo de caixa. Entre as ações citadas estão a isenção de energia elétrica para consumidores de baixa renda e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com rendimento de até R$ 5 mil.

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) estima que a mudança no Imposto de Renda terá um efeito indireto de aumento na folha de pagamento estadual superior a R$ 100 milhões por ano. O gestor argumentou que os recursos que antes eram arrecadados agora são direcionados ao consumo, reduzindo o montante disponível para obras e serviços públicos.

Projeções e controle de despesas

Embora o balanço de janeiro tenha ocorrido dentro das expectativas da pasta, a projeção para os meses subsequentes exige cautela. A Sefaz planeja implementar um monitoramento rigoroso para equilibrar as receitas e despesas. As principais frentes de atuação incluem:

  • Controle rigoroso de despesas correntes;
  • Monitoramento do impacto das medidas econômicas federais sobre a arrecadação;
  • Acompanhamento da variação do serviço da dívida pública.

O governo estadual reforçou que a prioridade para o exercício de 2026 será manter a saúde fiscal e a eficiência na execução orçamentária diante das adversidades projetadas para o cenário econômico.

Fonte: https://cidadeverde.com/noticias/449948/secretario-emilio-junior-aponta-restricoes-fiscais-e-controle-de-gastos

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