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Polícia Civil prende suspeito de envolvimento na morte de empresário do ouro no Piauí

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, na manhã desta sexta-feira (13), um homem conhecido como Renato Magão durante a segunda fase da Operação Caronte. A ação ocorreu no município de Altos, no Piauí, e visa desarticular o grupo responsável pelo assassinato do empresário Edivan Francisco de Moraes, ocorrido em janeiro.

De acordo com as investigações, Edivan foi morto a tiros em sua residência, no bairro Jacinta Andrade, zona Norte de Teresina. Durante o cumprimento de mandados de busca nesta sexta, a polícia apreendeu na casa do suspeito uma pistola calibre .40 com numeração raspada.

Perfil do suspeito e histórico criminal

O delegado Natan Cardoso classificou Renato Magão como um indivíduo de altíssima periculosidade. Além de ser apontado como um dos executores da invasão à casa da vítima, ele era foragido do sistema prisional e possui histórico em assaltos a casas lotéricas e roubos a residências na região.

O suspeito já havia sido alvo de investigações anteriores contra grupos criminosos estruturados e é investigado por outros roubos graves em municípios vizinhos.Delegado Natan Cardoso

Motivação patrimonial e emboscada

As investigações do DHPP indicam que o crime foi planejado para subtrair ouro e bens de valor do empresário. Os criminosos teriam atraído a vítima utilizando uma negociação fictícia de 98 gramas de ouro, avaliadas em R$ 40 mil. No dia do homicídio, o grupo monitorou os passos de Edivan em tempo real até o local da execução.

Após o crime, os envolvidos levaram joias e removeram equipamentos de segurança do imóvel para dificultar a identificação. A polícia destaca os seguintes pontos da dinâmica criminosa:

  • Uso de isca comercial para atrair a vítima;
  • Monitoramento constante do deslocamento do empresário;
  • Roubo de bens e eliminação de provas digitais no local do crime;
  • Fuga realizada com o veículo da própria vítima.

Uso de inteligência artificial na investigação

A Polícia Civil informou que o Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi fundamental para reconstruir a rota de fuga e identificar os veículos envolvidos. Com a prisão realizada nesta sexta-feira, três dos quatro suspeitos identificados já estão sob custódia das autoridades. Um quarto envolvido permanece foragido.

Fonte: https://180graus.com/redirect_highlight/160942/

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