O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (1º) que a ofensiva militar no Irã continuará até que todos os objetivos estratégicos de Washington sejam alcançados. O pronunciamento, realizado por meio de redes sociais, ocorre um dia após ataques conjuntos de forças americanas e israelenses resultarem na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Em discurso de seis minutos, Trump afirmou que o país buscará vingança pela morte de três militares americanos mortos durante ações de retaliação iraniana. O presidente também deu indicações sobre o cronograma das operações, prevendo que o conflito direto pode se estender por mais quatro semanas.
Negociações e baixas diplomáticas
Apesar da escalada de violência, Trump declarou ao jornal Daily Mail que permanece aberto ao diálogo, embora tenha questionado o momento das conversas. À revista The Atlantic, o republicano mencionou que a nova liderança iraniana demonstrou disposição para retomar as discussões sobre o programa nuclear.
“Eles querem conversar, mas eu disse que deveríamos ter conversado na semana passada, não nesta semana. A maioria dessas pessoas [negociadores] se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande golpe.”— Donald Trump, presidente dos EUA
Segundo o mandatário, parte dos negociadores iranianos que participavam de tratativas recentes morreu durante os bombardeios de sábado (28).
Impacto humanitário e logístico
Informações da rede humanitária Crescente Vermelho, divulgadas pela imprensa iraniana, apontam que a ofensiva liderada por EUA e Israel deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes.
Em resposta aos ataques, o Irã disparou mísseis contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Embora o Exército dos EUA tenha reportado que os danos foram mínimos e que nenhum militar ficou ferido nesta retaliação específica, a segurança regional foi severamente afetada:
- O Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo mundial, foi fechado para navegação;
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que “milhares de alvos” ainda serão atacados;
- Netanyahu fez um apelo público para que a população iraniana se levante contra o regime local.
Mediação internacional
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou em contato com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberta a “esforços sérios” para reduzir a tensão. Omã atua historicamente como mediador diplomático entre Washington e Teerã.
Enquanto a diplomacia tenta encontrar espaço, Trump disse acreditar em uma possível mudança interna no Irã, citando relatos de manifestações de apoio em cidades como Nova York e Los Angeles, além de comemorações em solo iraniano.
