O governo do Irã descartou, nesta segunda-feira (9), a possibilidade de um cessar-fogo no conflito contra Israel e os Estados Unidos. A posição foi reafirmada após a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, morto em bombardeios no final de fevereiro.
Escalada de ataques na região
A tensão regional atingiu novos patamares com a confirmação de ataques a alvos estratégicos. No Bahrein, o governo acusou o Irã de realizar um ataque aéreo contra sua principal refinaria de petróleo. Simultaneamente, mísseis iranianos atingiram o centro de Israel, resultando em uma morte e deixando outro ferido gravemente, segundo o serviço de emergência Magen David Adom. Com este incidente, o número de mortos em território israelense desde o início das hostilidades subiu para 11.
Impactos diplomáticos e segurança
O cenário de crise provocou reações internacionais e medidas de segurança rigorosas:
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou apoio incondicional ao novo governo iraniano.
- Autoridades do Catar detiveram mais de 300 pessoas sob a acusação de disseminar imagens e informações falsas sobre os conflitos.
- Em Abu Dhabi, duas pessoas ficaram feridas após a queda de destroços decorrentes de interceptações de defesas aéreas.
Monitoramento energético
Diante da instabilidade, a União Europeia convocou uma reunião de emergência para a próxima quinta-feira (12) com os grupos de coordenação de petróleo e gás. O objetivo é avaliar o impacto do conflito no fornecimento energético global e verificar os estoques estratégicos dos países-membros, que possuem a obrigação legal de manter reservas para 90 dias de consumo.
Defesa aérea
As Forças Armadas de Israel informaram que continuam operando sistemas de defesa para interceptar novas ondas de mísseis lançadas a partir do território iraniano. Explosões também foram relatadas por agências internacionais na capital do Irã, Teerã, na manhã desta segunda-feira.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/ao-vivo/eua-ataque-ira.ghtml
