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Escalada de tensões no Oriente Médio provoca reforço militar e interceptações de drones

O conflito no Oriente Médio, que se intensificou desde 28 de fevereiro, resultou em uma nova onda de mobilizações militares e interceptações de artefatos aéreos na região. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou a continuidade da ofensiva contra o Irã, enquanto países vizinhos e europeus reforçam suas capacidades defensivas.

Reforço militar e medidas de segurança

A Holanda anunciou na segunda-feira (9) o envio da fragata HNLMS Evertsen ao leste do Mar Mediterrâneo. O navio integrará o grupo de ataque francês liderado pelo porta-aviões Charles de Gaulle para proteger o Chipre, alvo recente de drones. Paralelamente, o governo da Turquia instalou um sistema de defesa aérea Patriot, de fabricação norte-americana, em Malatya, após a violação de seu espaço aéreo por mísseis iranianos. O presidente turco, Recep Erdogan, classificou as incursões como inaceitáveis.

No Paquistão, a Marinha iniciou operações de escolta para navios mercantes sob bandeira nacional, uma medida estratégica dado que 90% do comércio do país depende das rotas marítimas que margeiam o Irã.

Impacto na Arábia Saudita e ofensiva israelense

As forças armadas da Arábia Saudita relataram a interceptação e destruição de múltiplos drones sobrevoando o território nacional. A Defesa Civil saudita confirmou a queda de um drone em uma área residencial na cidade de Az Zulfi, sem deixar vítimas.

Sobre a estratégia de Israel, Netanyahu declarou que as operações militares atuais visam enfraquecer o governo iraniano:

“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos — e ainda não terminamos.”

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

Impactos econômicos

O cenário de instabilidade tem gerado reflexos na economia global, com relatos de que grandes produtores de petróleo — Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait — reduziram a produção em meio à crise diplomática e militar.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/ao-vivo/eua-ataque-ira.ghtml

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