O confronto entre o Irã e uma coalizão liderada por Estados Unidos e Israel, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, expandiu-se e agora afeta praticamente toda a região do Oriente Médio. O conflito, que entra em sua terceira semana, foi deflagrado após bombardeios conjuntos que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, Teerã tem realizado ataques retaliatórios contra instalações militares e civis, incluindo bases americanas e infraestruturas estratégicas na região.
Panorama do conflito
A ofensiva militar transcendeu as fronteiras dos beligerantes iniciais, arrastando outros países para o teatro de operações. O Irã, que antes do início das hostilidades negociava limites ao seu programa nuclear com Washington, respondeu fechando o estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e atacando ativos econômicos, como refinarias de petróleo.
Simultaneamente, o Hezbollah intensificou combates contra Israel a partir do Líbano. Autoridades libanesas reportam mais de 700 mortes causadas por bombardeios israelenses, que visam o sul do país e a capital, Beirute.
Países afetados e bases americanas
A estratégia iraniana tem como alvo países que hospedam instalações militares dos Estados Unidos. Entre os pontos atingidos estão:
- Emirados Árabes Unidos: Drones iranianos atingiram infraestruturas civis, incluindo hotéis em Dubai.
- Catar: O país, que abriga a maior base aérea americana na região (Al Udeid), teve instalações de gás natural danificadas.
- Bahrein: Sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA, o território tem sido alvo de drones e ataques a infraestruturas energéticas.
- Arábia Saudita: A refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, foi atacada por drones.
- Iraque: Abriga diversas bases americanas e tem sido palco de ataques intensos de Teerã, além de registrar incidentes envolvendo aeronaves dos EUA.
Outras nações, como Omã e o Azerbaijão, também sofreram ataques de drones, apesar de tentativas de manutenção de neutralidade ou posturas diplomáticas específicas. A presença militar americana na região foi reforçada com o envio de fuzileiros navais e frotas navais adicionais pelo Comando Central (CentCom) dos EUA, consolidando a complexidade do cenário geopolítico atual.
