O governo de Israel removeu temporariamente o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos militares. A decisão ocorreu após intervenção diplomática do Paquistão junto aos Estados Unidos, segundo informações obtidas pela agência Reuters nesta quinta-feira (26).
Esforços de mediação
Fontes diplomáticas indicaram que o Paquistão atuou para evitar ataques contra as duas autoridades, argumentando que a manutenção de canais de comunicação é indispensável para eventuais negociações de paz.
Os israelenses tinham as coordenadas deles e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se eles também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem conversar. Por isso, os EUA pediram a Israel que recuasse.Fonte paquistanesa à Reuters
Além do Paquistão, o Egito e a Turquia também participam dos esforços de mediação entre Teerã e Washington. Atualmente, o governo iraniano analisa uma proposta de 15 pontos enviada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que visa a contenção do programa nuclear e de mísseis do Irã.
Termos da proposta
O plano apresentado para encerrar o conflito inclui condições específicas, conforme relatos de membros do gabinete israelense:
- Remoção dos estoques de urânio altamente enriquecido.
- Suspensão de novos processos de enriquecimento de urânio.
- Limitação do programa de mísseis balísticos.
- Interrupção do financiamento a aliados regionais.
Enquanto o governo dos EUA sustenta que o Irã demonstra interesse em um acordo, o chanceler Abbas Araqchi declarou que, embora o plano esteja sob análise, Teerã mantém a posição de não iniciar negociações formais para encerrar as hostilidades no momento.
