A política climática de Teresina apresenta lacunas críticas em setores estratégicos, deixando de incluir ações específicas para a saúde e os recursos hídricos. O diagnóstico foi realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), que avaliou a integração da agenda climática com as políticas públicas municipais.
Ausência de medidas concretas
Segundo o levantamento, que utilizou a metodologia ClimateScanner do Tribunal de Contas da União, o município obteve pontuação zero no quesito de integração entre adaptação climática e setores essenciais. O documento destaca que, embora existam instrumentos de planejamento geral, não há desdobramento em estratégias efetivas para áreas de alta vulnerabilidade.
Teresina obteve 0% (desafio) neste componente, evidenciando que, nos setores avaliados, não há integração de adaptação climática ou ações correspondentes.
Trecho do relatório do TCE-PI
Impactos na gestão pública
A falta de planejamento nessas áreas compromete a capacidade de resposta da administração municipal a eventos climáticos extremos. O relatório detalha os pontos críticos:
- Recursos hídricos: O município não possui medidas de adaptação ou gestão integrada para prevenir riscos de enchentes e falhas na drenagem urbana.
- Saúde: Não foram identificadas ações voltadas à resiliência do sistema de saúde frente a doenças agravadas por variações climáticas.
A análise faz parte do painel ClimaBrasil, que visa subsidiar o relatório nacional a ser apresentado na COP 30. O objetivo do TCE-PI é fornecer um panorama da atuação municipal para orientar futuras fiscalizações e aprimorar a gestão de riscos climáticos na capital piauiense.
