Representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram neste sábado (11), em Islamabad, a primeira rodada de negociações para buscar uma solução diplomática ao conflito. O vice-presidente americano, JD Vance, tem desempenhado um papel central no processo, segundo autoridades paquistanesas que atuam como mediadoras.
Contexto das negociações
As conversas ocorrem na capital do Paquistão em meio a um cenário de desconfiança mútua. Fontes do governo paquistanês indicaram que a presença de Vance tem sido fundamental para viabilizar o diálogo, com expectativas de que as negociações se estendam por alguns dias para a consolidação de um cessar-fogo efetivo.
“O vice-presidente americano tem sido fundamental para viabilizar as negociações que devem começar em Islamabad”, afirmou uma autoridade paquistanesa à CNN.
Desafios e divergências
O processo enfrenta obstáculos significativos, incluindo a resistência iraniana em relação à composição da delegação americana. Autoridades do Golfo relataram que Teerã mantém ressalvas quanto ao enviado especial Steve Witkoff, que liderou rodadas anteriores frustradas por ataques militares.
As principais divergências incluem:
- A exigência do Irã para que Israel cesse as operações militares no Líbano como parte do acordo.
- A negativa dos EUA e de Israel, que afirmam que o conflito libanês não integra o escopo das negociações atuais.
- Tensões sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, alvo de críticas recentes do presidente Donald Trump.
Embora o Irã manifeste “boa vontade” para a resolução, o país reiterou publicamente a falta de confiança na administração americana. O governo dos EUA, por sua vez, mantém o foco em impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime iraniano e garantir a normalização do tráfego marítimo na região.
