As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, previstas para ocorrerem no Paquistão, permanecem incertas nesta terça-feira (21). Até o momento, nenhuma das partes confirmou o deslocamento das delegações para Islamabad, enquanto a retórica diplomática entre os dois países se intensifica com a proximidade do fim do cessar-fogo.
Impasse diplomático e condições para o diálogo
O principal negociador iraniano, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, condicionou sua participação no encontro à presença do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Segundo informações do jornal The New York Times, o vice-presidente norte-americano tem viagem prevista para o Paquistão ainda hoje, embora o governo iraniano tenha negado, por meio de sua TV estatal, que seus representantes já tenham partido para o país.
Ghalibaf declarou que Teerã não aceitará negociar sob ameaças, classificando a postura do presidente Donald Trump como uma tentativa de transformar o diálogo em uma “mesa de rendição”. O parlamentar também alertou que o Irã possui “novas cartas” para utilizar caso o conflito armado seja retomado.
Aumento das tensões regionais
O governo do Irã acusou formalmente os Estados Unidos de “pirataria marítima” após o suposto ataque ao navio comercial Touska no Mar de Omã. Teerã acionou o Conselho de Segurança da ONU e exigiu a libertação de detidos, alertando para graves consequências regionais. Em paralelo, o presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para reforçar acusações de violações do cessar-fogo por parte dos iranianos e mencionou a eficácia da “Operação Midnight Hammer”, realizada em 2025.
Execução e operações militares
Paralelamente ao cenário diplomático, a agência de notícias Mizan reportou a execução de Amirali Mirjafari, condenado por liderar atividades ligadas à inteligência de Israel e por realizar um incêndio criminoso em uma mesquita em Teerã. Adicionalmente, as forças armadas de Israel anunciaram uma nova operação militar prevista para as próximas 24 horas, em coincidência com o feriado do “Dia da Memória” no país.
O chefe do comando unificado das forças armadas do Irã, Ali Abdollahi, afirmou que Teerã está preparada para responder decisivamente a qualquer violação de suas fronteiras ou soberania.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/ao-vivo/eua-ataque-ira.ghtml
