O Tribunal do Júri condenou Felismar Ângelo Cortes a 13 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Maria Francilene Almeida da Silva. O crime ocorreu em 12 de maio de 2013, na localidade Pindaíba, zona rural de Gilbués, a 765 km de Teresina. O réu, que responde pelo crime desde 2013, encontra-se foragido.
Detalhes do crime
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Piauí (MPPI), a vítima foi sequestrada e submetida a violência sexual. Na sequência, o homicídio foi praticado para assegurar a impunidade do crime sexual, utilizando-se de golpes na cabeça que impossibilitaram a defesa da vítima.
Agindo com o fim de assegurar a ocultação do crime de estupro, provocaram ferimentos que ocasionaram a morte da vítima.
Ministério Público do Piauí
Tramitação processual
O caso passou por diversas fases judiciais ao longo da última década:
- O acusado foi preso em flagrante logo após o crime em 2013.
- Felismar permaneceu detido por mais de seis anos, mas teve a prisão preventiva revogada em 2020 sob medidas cautelares.
- O réu deixou de atualizar seu endereço junto ao juízo, sendo decretada a sua revelia, o que permitiu o prosseguimento do julgamento sem a sua presença.
Durante a sessão realizada na última segunda-feira (13), o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese da acusação. O juiz responsável pelo caso negou ao condenado o direito de recorrer da sentença em liberdade. Um segundo investigado foi denunciado no processo, porém não foi levado a júri popular devido à insuficiência de provas.
