Francisco de Assis Borges, de 39 anos, será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 23 de julho, na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina. O réu é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Adenildo da Silva Alves, em crime ocorrido em fevereiro de 2025 na Vila Mandacaru, zona Leste da capital piauiense.
Dinâmica do crime e investigação
Conforme o inquérito policial, a vítima foi atingida por golpes de faca na cabeça e no pescoço. O corpo foi localizado enterrado no quintal da residência do suspeito, com os pés e mãos amarrados e sinais de violência extrema. Relatórios periciais indicaram que o abdômen da vítima apresentava um corte profundo com exposição de vísceras.
A polícia chegou ao local após denúncias de moradores. Inicialmente, o suspeito afirmou às autoridades que os vestígios de sangue no imóvel eram decorrentes do abate de uma capivara. Após escavações realizadas com o auxílio do Corpo de Bombeiros e da perícia técnica, os restos mortais de Adenildo da Silva Alves foram encontrados.
Processo judicial
Em depoimento registrado nos autos, o acusado confessou o crime e alegou ter agido por vingança, motivado por uma desavença antiga. A Justiça manteve a prisão preventiva do réu, considerando a gravidade dos fatos e o risco à ordem pública.
O Tribunal de Justiça do Piauí decidiu submeter o caso a júri popular, mantendo as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Em segunda instância, o colegiado afastou apenas a qualificadora de motivo torpe solicitada pela acusação.
A decisão que manteve a prisão considerou a gravidade do crime, a forma como foi praticado e o risco à ordem pública, além da possibilidade de reiteração criminosa.
Justiça do Piauí
