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Justiça Eleitoral condena ex-vereadora Tatiana Medeiros e familiares por organização criminosa em Teresina

A Justiça Eleitoral condenou a ex-vereadora de Teresina Tatiana Teixeira Medeiros (PSB), seu companheiro, Alandilson Cardoso Passos, e diversos familiares e colaboradores por participação em um esquema de organização criminosa, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e outros crimes durante as eleições de 2024. O grupo utilizava uma ONG, o Instituto Vamos Juntos, para captação e controle de votos.

Penas aplicadas aos réus

Tatiana Medeiros foi sentenciada a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além de multa e a obrigação de pagamento solidário de R$ 1 milhão por danos à coletividade. Alandilson Cardoso Passos recebeu a pena de 17 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão em regime fechado.

Outros envolvidos também foram condenados:

  • Maria Odélia de Aguiar Medeiros (mãe): 14 anos, 2 meses e 5 dias de reclusão.
  • Stênio Ferreira Santos (padrasto): 13 anos, 11 meses e 26 dias de reclusão e 6 anos, 2 meses e 5 dias de detenção.
  • Bianca dos Santos Teixeira Medeiros (irmã): 7 anos, 9 meses e 26 dias de reclusão.
  • Emanuelly Pinho de Melo (assessora): 7 anos, 9 meses e 26 dias de reclusão.
  • Sávio de Carvalho França (funcionário): 9 anos, 5 meses e 27 dias de reclusão.
  • Bruna Raquel Lima Sousa (funcionária): 6 anos, 11 meses e 30 dias de reclusão.

Origem das investigações

As investigações tiveram início em novembro de 2024, após a prisão de Alandilson Passos em Belo Horizonte. A Polícia Federal e a Polícia Civil do Piauí apuraram que o Instituto Vamos Juntos era utilizado para lavar recursos de facções criminosas e financiar a campanha da então parlamentar. Em abril de 2025, Tatiana Medeiros foi presa preventivamente durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral.

A Justiça determinou, além das penas de reclusão, o afastamento de funções públicas e a proibição de contato com servidores da Câmara Municipal de Teresina.

Decisão judicial

Após internações hospitalares decorrentes de um quadro psiquiátrico, a prisão preventiva da ex-vereadora foi convertida em domiciliar em junho de 2025, mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Fonte: https://portalodia.com/noticias/teresina/mae-padrasto-e-irma-de-tatiana-medeiros-tambem-foram-condenados-veja-os-crimes-e-as-penas-456817.html

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