O cruzeiro MV Hondius, que enfrenta um surto de hantavírus, atracou neste domingo (10) nas Ilhas Canárias, na Espanha, dando início ao processo de desembarque de passageiros e tripulantes. A operação, coordenada pelas autoridades espanholas sob supervisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), visa repatriar os ocupantes sem permitir contato com a população local.
Protocolo de isolamento
Segundo o Ministério do Interior da Espanha, o procedimento estabelece que todos os passageiros passem por exames médicos ainda a bordo. Posteriormente, o Exército espanhol realiza o transporte em embarcações menores até o porto, utilizando ônibus isolados para transferir os viajantes diretamente ao aeroporto de Tenerife Sul. O cronograma prioriza o desembarque de cidadãos espanhóis, seguido por grupos organizados por nacionalidade, conforme a disponibilidade de voos de repatriação.
Risco e situação sanitária
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acompanhou a operação em Tenerife e afirmou que o risco para a população local é considerado baixo. Até o momento, foram registrados seis casos confirmados de hantavírus e três mortes associadas ao surto. Autoridades sanitárias alertam que novos casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação da doença.
Histórico da embarcação
O navio, operado pela empresa holandesa Oceanwide Expeditions, partiu em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina. Após a conclusão do desembarque, a embarcação seguirá para a Holanda, onde será submetida a um rigoroso processo de desinfecção. A hantavirose, infecção transmitida principalmente por roedores, pode causar quadros graves como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), exigindo suporte hospitalar intensivo, incluindo ventilação mecânica em casos severos.
Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/05/10/cruzeiro-hantavirus-ilhas-canarias.ghtml
