Os Estados Unidos e o Irã anunciaram neste domingo (14) a assinatura de um acordo de paz para encerrar o conflito militar entre as nações, medida que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. A formalização do tratado está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira (19), na Suíça, sob mediação do Paquistão.
Reabertura e termos do acordo
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a autorização para o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos. Embora o anúncio tenha sido feito, a reabertura efetiva do Estreito de Ormuz deve ocorrer em um prazo de até 30 dias, conforme informado pela agência iraniana Mehr. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que o país iniciará a implementação apenas após a assinatura formal do documento.
“Por meio deste, autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”
Impacto no mercado global
A notícia provocou reação imediata nos mercados internacionais, com a queda nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent recuou 4%, sendo cotado a US$ 84, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) registrou baixa, alcançando US$ 81 por barril.
Negociações pendentes
Questões estruturais, incluindo o programa nuclear iraniano, permanecem sem resolução imediata. Funcionários paquistaneses indicaram que as negociações sobre temas pendentes devem prosseguir pelos próximos 60 dias. Entre os pontos de atrito, destacam-se:
- O programa de mísseis do Irã.
- O suporte iraniano a grupos armados na região, como o Hezbollah.
- A manutenção de estoques de urânio enriquecido.
O governo de Israel e alas do Partido Republicano dos Estados Unidos manifestaram críticas ao acordo, comparando-o negativamente a tratados diplomáticos anteriores. No Irã, o presidente Masoud Pezeshkian apelou pela união nacional, refutando críticas internas que classificam as negociações como um ato de traição.
