O governador do Piauí, Rafael Fonteles, defendeu nesta semana a ampliação da integração entre municípios, Estado e Ministério da Saúde para otimizar o atendimento público. Durante a inauguração da 12ª Central de Diagnóstico em Teresina, o gestor afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser gerido sem interferências político-partidárias para superar gargalos no acesso a consultas e exames.
Desafios na regulação de pacientes
Segundo o governador, o principal entrave da saúde pública atualmente é a articulação da regulação, processo complexo devido à descentralização da gestão. Enquanto municípios de grande porte, como Teresina, Parnaíba e Picos, possuem gestão plena, grande parte da infraestrutura hospitalar especializada está sob responsabilidade estadual e recebe pacientes de diversas regiões.
O SUS não tem lado, não tem partido. Não pode haver discussão política ou politizada quando se trata de saúde pública. Da nossa parte, sempre estaremos à disposição para ampliar essa integração, sobretudo no tema da regulação. Esse é o maior desafio que temos hoje na saúde pública e exige cooperação entre todos os entes.
Rafael Fonteles, governador do Piauí
Investimentos e expansão da rede
Fonteles ressaltou que a prioridade do governo é otimizar o funcionamento da rede existente, incluindo a futura Policlínica de Teresina, sem abrir mão de novos investimentos. Atualmente, o estado opera 12 unidades de diagnóstico e projeta a expansão para:
- Meta de 16 unidades em funcionamento nos próximos meses;
- Cobertura total das 28 microrregiões do Piauí;
- Limitação de deslocamento máximo de 100 quilômetros para exames especializados.
O governador concluiu que a superação dos desafios de financiamento e logística depende de cooperação técnica, evitando que a responsabilidade pela assistência ao paciente seja tratada como um impasse entre diferentes esferas de governo.
