Uma operação policial deflagrada na quarta-feira (24) desarticulou uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar e lavagem de capitais. A ação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão em Pirapora (MG), Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA).
Investigações e esquema criminoso
A investigação, iniciada a partir de relatórios da Polícia Civil de Minas Gerais, apontou que o grupo operava o jogo denominado “Quer Ganhar”. O esquema incluía a comercialização de bilhetes, manipulação de resultados e uso de plataformas digitais para sorteios. Além dos crimes financeiros, há registros de ameaças a apostadores que tentavam reivindicar prêmios.
Segundo as autoridades, o grupo apresentava uma estrutura hierárquica definida, com recrutamento de vendedores e uso de pessoas físicas e jurídicas para ocultar valores provenientes da atividade ilícita. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificaram movimentações financeiras atípicas e incompatíveis com a renda declarada dos investigados, totalizando cerca de R$ 11,5 milhões.
Medidas judiciais
A Justiça determinou o sequestro de bens móveis avaliados em R$ 1,1 milhão e o bloqueio de ativos financeiros do grupo. O delegado Tales Gomes, diretor da Diretoria de Operações Policiais (DEOP), destacou a complexidade do caso:
Trata-se de uma investigação complexa, que evidencia a atuação estruturada de um grupo criminoso com ramificação em diversos estados. O trabalho integrado das forças de segurança foi fundamental para o avanço das medidas judiciais e para o enfrentamento do esquema investigado.
Delegado Tales Gomes, diretor da DEOP
A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI), por meio da DEOP, com suporte da Polícia Civil de Minas Gerais, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas (DRACO) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) do Piauí. Em Teresina, foram cumpridos 16 dos 28 mandados de busca e apreensão.
