A Venezuela iniciou neste sábado (27) o terceiro dia de operações de busca por vítimas dos terremotos que atingiram o norte do país na última quarta-feira (24). Enquanto o governo contabiliza 920 mortes confirmadas, o Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de desaparecidos possa ultrapassar 50 mil pessoas.
Balanço e situação na zona de desastre
Dados oficiais do governo indicam que, além das 920 mortes, 3.360 pessoas ficaram feridas e 4.000 estão desabrigadas. Cerca de 400 prédios foram danificados ou colapsaram. As autoridades restringiram o acesso a La Guaira, epicentro da destruição, alegando a necessidade de organizar o fluxo logístico e garantir a segurança nas operações de resgate, que agora incluem a militarização das áreas afetadas, conforme anunciado pela presidente interina Delcy Rodríguez.
Agências de assistência consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar pessoas com vida, embora esse prazo possa ser estendido caso elas tenham acesso a alimentos e água.
Impacto técnico e resposta internacional
Os sismos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, foram os mais fortes registrados no país em mais de um século. Fatores que intensificaram a devastação incluem:
- A baixa profundidade dos abalos, o que potencializou o impacto na superfície;
- O fato de terem ocorrido em regiões densamente povoadas;
- A sequência de dois tremores em um intervalo inferior a um minuto.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos projeta que o saldo de vítimas fatais possa superar 10 mil indivíduos. Em resposta, uma força-tarefa internacional começou a chegar ao país. A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou ajuda humanitária na sexta-feira, com previsão de instalação de um hospital de campanha neste sábado.
