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Rodoviários iniciam greve no Rio com vandalismo e descumprimento de frota mínima

Os rodoviários do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (29), após decisão em assembleia. A paralisação tem sido marcada por episódios de vandalismo contra veículos e falhas no cumprimento de ordens judiciais de circulação mínima.

Vandalismo e circulação de frota

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte, relatou que pelo menos 40 coletivos foram vandalizados em piquetes durante a madrugada. A entidade informou que 860 ônibus operavam no início desta segunda-feira, número significativamente inferior aos 1.800 veículos necessários para cumprir a determinação de 50% da frota exigida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).

Em caso de descumprimento da decisão, a Justiça fixou uma multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada tanto ao sindicato laboral quanto ao patronal. O sistema BRT, operado pela empresa municipal MOBI-Rio, informou que mantinha 68% da frota planejada para o dia.

Imbróglio sobre responsabilidades

Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, negou responsabilidade pela falha na operação. Segundo o dirigente, o sindicato patronal não forneceu as escalas de trabalho necessárias para organizar o efetivo conforme exigido pela Justiça.

Em contrapartida, o Rio Ônibus divulgou nota oficial refutando a acusação e destacando o impacto da depredação:

Infelizmente, mais de 35 ônibus foram vandalizados por grevistas, uma ação que atenta contra a segurança e tenta impedir o cumprimento da determinação da Justiça, que exige a manutenção de, pelo menos, 50% da frota nas ruas.

Rio Ônibus

Impacto aos usuários

Com o Rio de Janeiro em ponto facultativo devido ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, passageiros relataram dificuldades em diversos pontos da cidade, como Campo Grande e Realengo. O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a prefeitura está mobilizada e que o metrô, trens e barcas operam normalmente como alternativa para a população.

A categoria reivindica reajustes salariais e no tíquete alimentação, pleiteando que o piso para motoristas de articulados alcance R$ 5 mil e o benefício de alimentação suba para R$ 1 mil. As propostas apresentadas pelas empresas até o momento preveem valores inferiores aos solicitados pelos trabalhadores.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/29/impactos-da-greve-de-rodoviarios-no-rio.ghtml

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