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Governo Lula prepara reação a novas tarifas dos Estados Unidos

O governo brasileiro aguarda a decisão oficial dos Estados Unidos, prevista para esta quarta-feira (15), sobre a imposição de novas tarifas de 25% e 12,5% às exportações brasileiras. O Palácio do Planalto trabalha com a expectativa de confirmação das medidas, mas mantém canais de diálogo abertos enquanto calibra sua resposta diplomática.

Cenário de incerteza comercial

A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a imposição das taxas é o cenário mais provável, reforçado por declarações recentes do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que indicou distanciamento entre as partes em negociação. As tarifas, inicialmente propostas em 1º de junho pelo governo de Donald Trump, baseiam-se em investigações americanas sobre temas como desmatamento, pirataria e o sistema de pagamentos PIX.

Em resposta à pressão, o Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que se opõem à taxação, sob o argumento de que não existem substitutos domésticos para os produtos brasileiros importados.

Resposta brasileira e estratégia política

Em reunião na última sexta-feira (10) com os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, o presidente Lula reafirmou que o governo manterá a posição de que as tarifas carecem de fundamentação técnica. Caso a decisão seja confirmada, interlocutores do governo sinalizaram que a resposta imediata será uma manifestação oficial de indignação.

A estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas.

Nota técnica do governo brasileiro à investigação dos EUA

Internamente, a diplomacia brasileira não prevê negociações diretas entre Lula e Trump neste momento. Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem articulado junto ao governo americano pelo adiamento da medida, sugerindo que o momento político atual poderia impactar as eleições no Brasil, tese que auxiliares do governo avaliam como uma possível tentativa de ingerência externa.

Contexto das tensões

A disputa comercial entre os dois países escalou há um ano, quando o presidente Donald Trump anunciou tarifas de 50% em uma carta enviada a Lula. Desde então, a relação tem sido marcada por uma sucessão de medidas protecionistas e tentativas de mediação por parte da diplomacia brasileira, que utiliza a Lei de Reciprocidade como base legal para eventuais retaliações contra barreiras impostas por blocos ou nações estrangeiras.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/13/eua-decidem-na-quarta-sobre-tarifaco-ao-brasil-governo-lula-aguarda-dimensao-da-decisao-para-calibrar-reacao.ghtml

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