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Governo brasileiro aguarda definição dos EUA sobre tarifa adicional de 12,5% por falha no combate ao trabalho forçado

O governo brasileiro confirmou a possibilidade de ser alvo de uma tarifa adicional de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos, em decorrência de falhas na proibição e fiscalização de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado. A principal incerteza das autoridades brasileiras reside na possibilidade de essa sobretaxa ser cumulativa com o anúncio recente de tarifas de 25% sobre produtos nacionais.

Definição aguardada

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16) que o desfecho do processo deve ser anunciado na próxima semana. Segundo o titular da pasta, o governo busca esclarecer se haverá a aplicação integral das taxas ou se ocorrerá alguma exclusão.

“A investigação termina na sexta-feira que vem. Aí nós vamos ficar sabendo se vai ser cumulativo ou não. Se vamos ter 25% mais 12,5% ou se vamos ter exclusão”, afirmou Elias Rosa.

Contexto da investigação

A medida é fundamentada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mesma base legal utilizada na proposta tarifária de 25%. Uma investigação conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR), iniciada em março, concluiu que o Brasil, a União Europeia e outros 59 países falharam em implementar mecanismos eficazes contra o trabalho forçado.

Argumentos dos EUA

O governo norte-americano classifica a prática como um obstáculo ao comércio que gera concorrência desleal. Entre os pontos destacados pelo embaixador Jamieson Greer, destacam-se:

  • A falha em lidar com a importação de bens fabricados sob condições de trabalho forçado é considerada inaceitável.
  • A necessidade de garantir condições justas de mercado para trabalhadores e empresas dos Estados Unidos.
  • A conclusão de que, apesar de compromissos internacionais assumidos, o Brasil carece de uma proibição legal efetiva para impedir a entrada dessas mercadorias em seu mercado interno.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/17/governo-reconhece-que-eua-devem-aplicar-tarifa-adicional-de-125percent-por-falha-no-combate-ao-trabalho-forcado.ghtml

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