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Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões

O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo na noite deste domingo (16). A medida, que abrange a companhia e outras nove empresas do grupo, visa reorganizar as finanças e renegociar dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pela diretoria controladora.

Motivações e cenário econômico

Segundo comunicado enviado ao mercado, a empresa atribuiu a necessidade da medida ao atual cenário macroeconômico, caracterizado por juros elevados, restrição ao crédito e retração no consumo. Esses fatores, somados à frustração na conclusão de operações de captação de recursos, impactaram severamente a geração de caixa da companhia. A empresa tentou, sem sucesso, negociar alternativas de liquidez com investidores no Brasil e no exterior.

Continuidade das operações

A companhia assegurou que o pedido de recuperação judicial não interromperá suas atividades. O funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda deve ser mantido normalmente para os consumidores.

Resultados e reestruturação

O anúncio ocorre após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, que apontou um prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões, impactado por ajustes extraordinários. Contudo, a empresa destacou pontos de estabilização operacional:

  • Crescimento de 1,6% na receita líquida, atingindo R$ 6,98 bilhões.
  • Avanço de 15,3% nas vendas diretas pela internet, totalizando R$ 2,8 bilhões.
  • Redução da dívida líquida e alongamento do perfil de vencimentos.

Desde 2023, a empresa executa um plano de transformação que incluiu o fechamento de 298 lojas consideradas pouco rentáveis e o corte de custos operacionais.

Mudanças na governança

A companhia informou alterações em sua estrutura administrativa. Sírley Lima assume a vice-presidência Jurídica e Tributária em substituição a Fábio Spina, que passará a atuar como consultor no processo de reestruturação. Também foram registradas saídas no Conselho de Administração, com a entrada de novos integrantes nos comitês de Auditoria e Finanças.

O pedido de recuperação judicial faz parte da segunda fase do Plano de Transformação, iniciado em 2023 para tornar a operação mais eficiente e financeiramente sustentável.Grupo Casas Bahia

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/17/casas-bahia-entra-com-pedido-de-recuperacao-judicial.ghtml

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