A preocupação dos eleitores brasileiros com a corrupção subiu de 14% para 22% em um intervalo de 12 dias, conforme levantamento divulgado pelo instituto Quaest na segunda-feira (14). Diante desse cenário, os candidatos à Presidência da República registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propostas que variam do uso de inteligência artificial a medidas de confisco de bens.
As diretrizes apresentadas pelos concorrentes ao Palácio do Planalto incluem ainda o endurecimento de penas, a fiscalização rigorosa dos gastos públicos e o rastreamento de emendas parlamentares. Contudo, levantamento do g1 aponta que os documentos carecem de detalhes operacionais, como cronogramas, custos, fontes de recursos e indicadores de acompanhamento.
Análise de especialistas
Segundo Guilherme France, gerente de Advocacy da Transparência Internacional Brasil, o combate à corrupção exige planejamento estruturado e participação social.
Como outras áreas de políticas públicas, precisa de propostas detalhadas, com estruturas institucionais claras que possibilitem o monitoramento de indicadores que evidenciem, ou não, a implementação das propostas, com participação da sociedade civil.
Guilherme France
Principais propostas por candidato
O atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), propõe aprofundar o Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025-2027, transformando o Portal da Transparência em uma plataforma baseada em dados abertos e inteligência artificial.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) defende o fortalecimento da Lei das Estatais, proteção de fundos de pensão contra indicações políticas e a adoção de critérios de mercado para cargos de direção.
Outros postulantes, como Ronaldo Caiado, sugerem a criação de um Sistema Nacional Anticorrupção e o uso de inteligência artificial para bloquear licitações suspeitas, além da instituição da Lei do Enriquecimento Ilícito para o bloqueio de bens sem comprovação de origem lícita.
