O Piauí registrou a segunda maior proporção de trabalhadores sindicalizados entre os estados brasileiros em 2025, alcançando 15,4% da população ocupada de 14 anos ou mais associada a sindicatos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A informação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que detalha características adicionais do mercado de trabalho brasileiro com base nos indicadores de 2025. Apesar de figurar entre os maiores índices do país, o percentual piauiense representa uma redução na comparação com o início da série histórica, em 2012, quando 23,7% dos trabalhadores do estado — cerca de 314 mil pessoas — eram sindicalizados. Em 2025, esse número caiu para aproximadamente 204 mil.
Panorama nacional e crescimento regional
No cenário nacional, 8,8% das pessoas ocupadas estavam associadas a sindicatos em 2025, totalizando cerca de 9,1 milhões de trabalhadores. A taxa permaneceu praticamente estável em relação a 2024, quando registrou 8,9%.
Diferente da média do país, o Piauí apresentou alta na proporção de sindicalizados entre 2024 e 2025, avançando de 13,9% para 15,4%. Contudo, o patamar ainda permanece abaixo do observado no início da década passada.
Em todo o Brasil, a série histórica aponta uma retração expressiva: em 2012, 16,1% dos trabalhadores eram sindicalizados, o equivalente a 14,3 milhões de pessoas.
Diferenças por gênero
A pesquisa do IBGE também mapeou a taxa de sindicalização por gênero nas diferentes regiões brasileiras. No Nordeste, as mulheres lideraram o índice em 2025, com 9,6% de sindicalizadas, ante 8,9% entre os homens.
O comportamento variou em outras regiões. No Sul, 9,9% dos homens estavam associados a sindicatos, contra 9,4% das mulheres. No Sudeste, as taxas foram de 9,0% para o público masculino e 8,6% para o feminino. No total do país, os percentuais ficaram em 8,9% para os homens e 8,7% para as mulheres.
