A juíza Keylla Ranyere Lopes Procópio, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), determinou a soltura do vereador Valdemir Virgino nesta terça-feira (6), após três dias de detenção. O parlamentar havia sido preso em flagrante na véspera das eleições, sob suspeita de crime eleitoral. A decisão de habeas corpus também estendeu a liberdade ao assessor do vereador, que estava detido.
Valdemir Virgino foi preso no último sábado (3) na clínica da mulher, localizada no Centro de Teresina. Na ocasião, policiais federais apreenderam R$ 40 mil e material de propaganda eleitoral com o político. Ao todo, 18 pessoas foram detidas durante a operação, mas apenas duas tiveram a prisão mantida preventivamente. O parlamentar nega as acusações.
Detido inicialmente no 24º Distrito Policial de Teresina, o vereador teve a soltura viabilizada por meio de um pedido de habeas corpus impetrado pelo advogado Carlos Douglas dos Santos. A defesa argumentou que o parlamentar, de 65 anos e com cinco mandatos exercidos, não apresentava requisitos legais para a manutenção da prisão.
“Não houve flagrante delito nem prova de crime, tendo a operação policial sido originada de notícia anônima referente à suposta compra de votos na Clínica”, destacou a defesa no pedido de soltura.
Carlos Douglas dos Santos, advogado de defesa
A investigação policial teve início após a abordagem de dois motociclistas que portavam valores em dinheiro. Questionados pelos agentes sobre a origem da quantia, os suspeitos indicaram a clínica associada ao vereador, o que motivou a diligência policial que resultou na prisão em flagrante de Valdemir Virgino e na apreensão de listas de eleitores e materiais de campanha.
