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Abstenção no primeiro turno de 2026 atinge 21,08% e é a maior desde 1998

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou uma taxa de abstenção de 21,08%, o que totaliza 33 milhões de eleitores faltosos. O índice é o maior para um primeiro turno presidencial desde 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às urnas durante a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as regiões Sudeste e Centro-Oeste concentraram as maiores taxas de ausência, com 22,7% e 21,7%, respectivamente. No Nordeste, o índice foi de 18,4%, representando 8 milhões de eleitores.

Fatores de ausência

Eleitores relataram diversos motivos para a ausência, incluindo desânimo político, barreiras de acessibilidade, burocracia na transferência do título eleitoral e viagens. Especialistas apontam que a alta polarização e os índices de rejeição dos principais candidatos alimentam um ambiente de desalento.

A percepção de que o voto já não é capaz de produzir mudanças concretas favorece o afastamento do eleitor das urnas. A abstenção elevada é um sinal desse distanciamento entre a política e o eleitor.

Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB)

A Justiça Eleitoral esclarece que o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, conforme a Constituição Federal. No entanto, o eleitor que faltou ao primeiro turno está apto a votar no segundo turno, visto que cada etapa é tratada como um pleito independente.

Desafio para o segundo turno

Atrair os eleitores ausentes configura um dos principais desafios estratégicos para as campanhas presidenciais na segunda etapa do pleito. Cientistas políticos ressaltam que o impacto da redução da abstenção dependerá do perfil ideológico dos eleitores que optaram por não votar no primeiro turno.

Fonte: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/10/de-desilusao-com-a-politica-a-viagens-abstencao-nas-eleicoes-de-2026-e-a-maior-desde-1998.ghtml

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