O Governo do Piauí instituiu uma sala de situação para adaptar e mitigar os impactos de eventos climáticos extremos sobre a saúde da população. Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), a nova estrutura tem como atribuições monitorar riscos ambientais, acompanhar informações climáticas e auxiliar os municípios piauienses na prevenção e no enfrentamento de agravos provocados por intempéries.
A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 6.863, assinada em 28 de outubro pelo secretário estadual da Saúde, Dirceu Campêlo, e publicada no Diário Oficial do Estado. O ato normativo também instituiu um grupo condutor intersetorial, composto por diferentes áreas técnicas da Sesapi, para assegurar o funcionamento da estrutura.
A iniciativa considera a tendência de agravamento dos impactos das mudanças climáticas. Entre os riscos destacados pela portaria estão períodos de seca e estiagem, ondas de calor extremo, poluição do ar decorrente de queimadas e incêndios florestais, além da proliferação de arboviroses.
Grupo realizará avaliações semanais de riscos
Conforme as diretrizes estabelecidas, os integrantes do grupo condutor se reunirão semanalmente para avaliar os riscos ambientais à saúde pública. Com base nos dados levantados, a equipe articulará com as regionais de saúde e as administrações municipais a adoção de alternativas preventivas e de resposta rápida.
A estrutura também ficará encarregada de manter atualizado um painel temático sobre fenômenos climáticos, divulgar boletins para instituições parceiras e estreitar a cooperação com órgãos voltados à pauta ambiental.
O suporte técnico aos municípios abrangerá a elaboração de planos de contingência, permitindo que as gestões locais reforcem o atendimento antes que ocorra alta na demanda dos serviços de saúde. Reuniões extraordinárias poderão ser convocadas sempre que a situação exigir, com todas as deliberações registradas em atas e relatórios operacionais.
Integração entre saúde e meio ambiente
A criação da sala de situação consolida a aproximação entre a Sesapi e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Em junho, os órgãos iniciaram tratativas para cruzar dados meteorológicos com indicadores sanitários, visando à emissão de alertas antecipados para períodos de calor intenso e baixa umidade relativa do ar.
Atualmente, a Semarh já opera uma Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos. O compartilhamento dessas informações permitirá que a pasta da Saúde antecipe estratégias de orientação e assistência à população vulnerável em todo o estado.
