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Ranking aponta cidades com melhor e pior qualidade de vida no Brasil em 2026

O instituto Imazon divulgou nesta quarta-feira (20) o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que classifica os 5.570 municípios do país com base em 57 indicadores sociais e ambientais. Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto (SP) lidera o ranking de melhor qualidade de vida, enquanto Uiramutã (RR) ocupa a última posição.

Desigualdades regionais e desempenho das capitais

O levantamento evidencia a persistência das disparidades regionais: 18 das 20 cidades mais bem colocadas estão nas regiões Sul e Sudeste, ao passo que 19 das 20 com os piores índices situam-se no Norte e no Nordeste. A nota média nacional alcançou 63,40 pontos, apresentando um avanço tímido em comparação aos anos anteriores.

Entre as capitais, Curitiba (PR) detém a melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos, seguida por Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). Na extremidade oposta, Macapá e Porto Velho registraram os desempenhos mais baixos entre as capitais.

Metodologia e dimensões do índice

Diferente de indicadores econômicos como o PIB, o IPS busca aferir como os investimentos públicos se traduzem em bem-estar para a população. A avaliação é estruturada em três dimensões principais:

  • Necessidades Humanas Básicas: Avalia alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. Foi a dimensão com a maior média nacional (74,58 pontos).
  • Fundamentos do Bem-estar: Engloba educação, acesso à informação e qualidade ambiental.
  • Oportunidades: Dimensão com o pior desempenho médio (46,82 pontos), composta por direitos individuais, inclusão social e acesso ao ensino superior.

A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito. — Especialistas do Imazon

O relatório aponta ainda que o componente de Inclusão Social apresenta tendência de queda desde 2024, refletindo desafios persistentes como a violência contra minorias e a baixa representatividade política, enquanto o acesso a tecnologias impulsionou o avanço nos índices de comunicação.

Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/05/19/ranking-ips-2026.ghtml

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