Um levantamento aponta que 423 deputados e senadores, o equivalente a 71,21% dos membros do Congresso Nacional, formalizaram apoio à abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o Banco Master. O balanço considera apenas parlamentares em pleno exercício do mandato até o dia 22 de maio.
Dados sobre as assinaturas
Ao todo, foram protocolados oito requerimentos para a criação de comissões. No Senado Federal, 64 parlamentares assinaram pedidos de investigação, o que representa 79% da bancada da Casa Alta e supera amplamente o quórum necessário de 27 assinaturas. Na Câmara dos Deputados, a iniciativa conta com o apoio de 359 parlamentares titulares.
Contexto político e tramitação
Dentre os congressistas que formalizaram os pedidos estão Heloísa Helena (Rede-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Carlos Viana (PSD-MG), Rogério Carvalho (PT-MG), Carlos Jordy (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-AL). O requerimento apresentado por Vieira possui repercussão ampliada, uma vez que propõe a inclusão no escopo de investigação supostas relações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A instalação efetiva de CPIs ou Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMI) depende do aval do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP). Até o momento, o parlamentar tem mantido a prerrogativa de definir a pauta de votações da Casa. Em sessões recentes, Alcolumbre enfatizou a autonomia de sua decisão sobre a priorização de temas e pedidos de instalação de comissões:
Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender à demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação.
