A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (13) a análise da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros três aliados. A detenção foi decretada pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal (PF).
Contexto das investigações
O empresário foi preso no dia 4 de março. Esta é a segunda vez que Vorcaro é detido; em novembro de 2025, ele foi alvo da Operação Compliance Zero, sob suspeita de tentativa de fuga ao ser abordado em um aeroporto antes de um voo com destino a Dubai. Na ocasião, obteve liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
A atual prisão baseia-se em indícios apontados pela PF de que o banqueiro teria coordenado um grupo voltado ao monitoramento ilegal, ameaças e prática de outros crimes para obstruir investigações. De acordo com o relatório policial, mensagens extraídas dos aparelhos apreendidos revelam planos de retaliação e coação.
As comunicações indicam tentativa de intimidação e retaliação contra profissionais de imprensa, ex-funcionários e concorrentes, com teor considerado violento pelos investigadores.
Polícia Federal
Trâmites no tribunal
O julgamento ocorre no plenário virtual, onde os ministros têm o prazo de uma semana para proferir seus votos. Esta é a primeira vez que um episódio envolvendo o Banco Master é levado à análise colegiada da turma, composta pelos ministros André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux.
O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participará da votação. A posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) é contrária à manutenção da prisão. O procurador-geral, Paulo Gonet, argumentou que as mensagens utilizadas como base para o decreto prisional seriam antigas e não representariam risco atual às investigações.







