O Irã reimpôs neste sábado (18) restrições à navegação no Estreito de Ormuz, revertendo a decisão de reabrir a rota estratégica. O comunicado foi feito por um porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia, vinculado à Guarda Revolucionária, que justificou a medida como uma resposta direta à manutenção do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos.
Contexto do bloqueio
Segundo a agência de notícias Reuters, a marinha iraniana emitiu avisos por rádio a embarcações mercantes informando que o estreito está novamente fechado e que o trânsito de navios não está autorizado. As autoridades iranianas declararam que o controle rigoroso da passagem persistirá enquanto durarem as sanções navais dos Estados Unidos, vigentes desde o dia 13 de abril.
Em contrapartida, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (17) que o bloqueio militar na região permanecerá ativo até que as negociações bilaterais, mediadas pelo Paquistão, alcancem um desfecho definitivo. A reabertura do Estreito de Ormuz é um dos pontos centrais dessas tratativas diplomáticas.
Impactos globais
O estreito é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo. A interrupção do transporte pelo canal nas últimas semanas fez os preços da commodity dispararem no mercado mundial. Relatório de monitoramento
A importância da rota justifica a atenção internacional:
- A via marítima é responsável pela circulação de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente.
- Localizado entre o Irã e o Omã, o estreito possui trechos de apenas 35 quilômetros de largura, facilitando o controle estratégico.
- Desde o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã tem utilizado a ameaça de bloqueio e o uso de minas navais como forma de retaliação a ações dos EUA e de Israel.
Apesar da retomada do fechamento, dados da plataforma de monitoramento Kpler indicaram, no início da sexta-feira, que três petroleiros iranianos haviam deixado o Golfo transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, marcando a primeira movimentação significativa desde o início das tensões.








