A jurista sul-africana Navanethem ‘Navi’ Pillay, de 85 anos, foi a vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2026. O anúncio foi feito pelo Comitê Norueguês do Nobel em Oslo, nesta sexta-feira (10).
O comitê concedeu a láurea a Pillay ‘por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional’, afirmou o presidente do grupo, Jørgen Watne Frydnes.
Atuação histórica e defesa dos direitos humanos
Com uma carreira de cinco décadas, Pillay iniciou sua trajetória nos tribunais da África do Sul durante o regime do Apartheid. Ela garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a advogado e tornou-se a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte do país africano.
Internacionalmente, atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), presidiu o tribunal responsável por julgar os responsáveis pelo genocídio de Ruanda em 1994 e atuou como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014.
Repercussão internacional
Durante o anúncio, Frydnes afirmou que a escolha de Pillay representa ‘uma mensagem àqueles que estão atacando e enfraquecendo o sistema internacional’, em declaração interpretada como um recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lideranças globais, incluindo a presidência do TPI e o atual Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, parabenizaram a jurista e classificaram a premiação como uma vitória coletiva para os direitos humanos e a justiça.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/09/premio-nobel-da-paz-2026.ghtml






