A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Caronte para desarticular o grupo criminoso responsável pelo latrocínio do empresário Edivan Francisco de Moraes. A ofensiva policial resultou no cumprimento de seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Altos e Timon (MA).
Planejamento e execução do crime
As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram que o crime, ocorrido em 3 de janeiro deste ano em Teresina, foi planejado com divisão de tarefas. A vítima, que atuava no comércio de metais preciosos, foi atraída para uma emboscada mediante uma falsa proposta de compra de 98 gramas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 40 mil.
Segundo o delegado Natan Cardoso, o suspeito identificado como G.R.S., conhecido como “GG”, intermediou a negociação fictícia para atrair o comerciante. Durante o trajeto até o local combinado, Edivan foi monitorado em tempo real pelos criminosos. Ao chegar ao destino, o empresário foi executado e os suspeitos subtraíram joias e equipamentos de gravação de imagens para dificultar a identificação.
Identificação dos suspeitos
A polícia detalhou a participação de cada integrante na organização criminosa:
- A.S.F.J. (“Neurótico”) e E.S.C. (“Raimundinho”): Apontados como os executores diretos do crime.
- V.N.S.: Responsável pelo apoio logístico e condução do veículo utilizado na fuga.
- L.B.N. (“Rei do Ouro”): Suspeito de realizar o monitoramento prévio da rotina da vítima.
- J.S.S. (“Do Mal”): Identificado como parte da estrutura operacional do grupo.
Uso de tecnologia nas investigações
O Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi fundamental para o esclarecimento do caso. A análise de imagens permitiu o rastreamento do veículo da vítima, utilizado pelos criminosos durante a fuga, conectando os investigados à cena do crime.
O uso das câmeras do SPIA foi fundamental para o esclarecimento do caso. Conseguimos mapear as rotas utilizadas na fuga e conectar os investigados à dinâmica do crime. Esse trabalho integrado foi decisivo.Delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP
O coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, conhecido como Baretta, afirmou que o grupo também é suspeito de uma série de roubos a residências no município de Altos. A operação contou com o apoio de diversas unidades especializadas, incluindo o DENARC, DRACO e a Polícia Militar do Piauí.


















