O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou como “um sucesso” o primeiro final de semana de pré-Carnaval na capital paulista, apesar dos registros de superlotação e tumultos ocorridos no domingo (8). Durante os desfiles na Rua da Consolação, foliões relataram falta de banheiros e dezenas de pessoas precisaram de atendimento médico após passarem mal em meio à multidão.
Infraestrutura e atendimento médico
Ao avaliar a operação dos megablocos, Nunes defendeu que a infraestrutura montada pelo poder público foi “perfeita”, destacando que o aparato de segurança e saúde funcionou conforme o planejado. Sobre os atendimentos realizados durante a apresentação do DJ escocês Calvin Harris, o prefeito minimizou a gravidade das ocorrências.
“Nenhum caso foi considerado muito grave”, afirmou o prefeito sobre os foliões socorridos durante os eventos na região central.
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
Críticas e acionamento do Ministério Público
A organização do evento, sob responsabilidade da SPTuris, foi alvo de críticas de blocos e parlamentares. O Acadêmicos do Baixo Augusta emitiu nota afirmando que o cortejo foi “desrespeitado de forma triste e violenta” devido às confusões. Em resposta aos incidentes, o vereador Nabil Bonduki (PT) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para solicitar uma intervenção na organização do Carnaval de rua.
- Solicitação de reunião de urgência entre a prefeitura e a Polícia Militar;
- Identificação de responsáveis pela segurança e logística;
- Críticas à priorização de interesses comerciais em detrimento da segurança.
Resposta oficial e plano de contingência
A administração municipal informou que o recorde de público na Rua da Consolação exigiu a ativação de um plano de contingência a partir das 14h55 de domingo. As medidas incluíram a liberação de vias de acesso como áreas de escape e a retirada de gradis para melhorar a fluidez dos foliões.
A Polícia Militar relatou que o efetivo foi intensificado e que o monitoramento ocorreu em tempo real por meio de imagens aéreas e drones. Segundo a prefeitura, os postos médicos e bombeiros civis operaram para o atendimento de pessoas que procuraram o serviço, sem registros de feridos graves até o encerramento das atividades.


















