Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar coordenada contra o Irã na manhã deste sábado (28), atingindo alvos estratégicos na capital, Teerã, e em outras quatro cidades. O ataque ocorre em um momento de agravamento das tensões diplomáticas e visa neutralizar o programa nuclear e a infraestrutura de produção de mísseis iraniana.
Explosões foram reportadas por volta das 09h30 (horário local) em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Imagens de agências internacionais registraram colunas de fumaça em áreas centrais da capital iraniana. Até o momento, as autoridades locais não divulgaram um balanço oficial de vítimas, embora confirmem danos severos em instalações militares.
Objetivos da ofensiva militar
O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou o início das “grandes operações de combate” e justificou a ação como uma medida preventiva necessária. Segundo o mandatário, a ofensiva busca impedir que o governo iraniano desenvolva armas nucleares de longo alcance.
As forças norte-americanas iniciaram operações para neutralizar ameaças iminentes e destruir estruturas ligadas ao programa militar e à produção de mísseis.— Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio à operação, classificando o governo iraniano como uma “ameaça existencial” à região. Em resposta ao início dos combates, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, decretou estado de emergência nacional e orientou a mobilização das defesas civis.
Retaliação e impacto regional
O Irã reagiu ao ataque com o lançamento de mísseis contra o território israelense e bases militares dos Estados Unidos localizadas no Golfo Pérsico. O governo de Teerã classificou a ação como uma violação direta de sua soberania nacional e prometeu uma resposta “feroz” contra os agressores.
- Países como Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos reportaram a interceptação de projéteis em seus territórios e acionaram protocolos de segurança.
- Diversas nações do Oriente Médio fecharam seus espaços aéreos por tempo indeterminado.
- Companhias aéreas internacionais suspenderam voos com destino ou conexão na zona de conflito.
A escalada militar é o resultado de semanas de negociações fracassadas entre Washington e Teerã sobre os limites do enriquecimento de urânio. Enquanto os EUA exigiam a interrupção do programa balístico, o Irã mantinha o argumento de que suas atividades nucleares possuem finalidades exclusivamente pacíficas voltadas à geração de energia.


















