A Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Falso Advogado. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico e invasão de dispositivos informáticos, com o cumprimento de 62 medidas judiciais em cinco unidades da federação.
Esquema de estelionato eletrônico
As investigações apontam que o grupo utilizava técnicas avançadas de engenharia social para acessar dados processuais sigilosos. De posse das informações, os criminosos criavam perfis falsos de advogados para contatar vítimas que possuíam ações judiciais em andamento.
O modus operandi consistia em informar sobre a suposta liberação de alvarás judiciais. Para que os valores fossem creditados, os suspeitos exigiam o pagamento de taxas judiciais inexistentes, realizadas geralmente por meio de transferências via PIX.
Abrangência da operação
A ofensiva conta com o apoio das polícias civis do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas no cumprimento simultâneo de mandados de prisão e de busca e apreensão. As diligências ocorrem nas seguintes cidades:
- Ceará: Fortaleza, Maracanaú, Tauá, Pacatuba, Caucaia e Aracoiaba;
- Goiás: Aparecida de Goiânia;
- Amazonas: Manaus e Borba;
- Pernambuco: Recife e Paulista.
Orientações à população
O delegado Humberto Marcola, coordenador do DRCC, alertou para os riscos desse tipo de abordagem fraudulenta e orientou os cidadãos a manterem a vigilância.
Advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Na dúvida, entre em contato direto com o escritório por um número oficial já conhecido.
Humberto Marcola, delegado e coordenador do DRCC
A operação conta ainda com o suporte da Superintendência de Operações Integradas (SOI) e da Coordenação de Serviços Virtuais da Polícia Civil do Piauí. O órgão reafirmou o compromisso de combater crimes no ambiente digital, independentemente da localização geográfica dos autores.


















