O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou nesta sexta-feira (20) que o regime deve retirar a segurança de seus oponentes, em meio ao conflito militar com os Estados Unidos e Israel. A diretriz foi enviada por meio de um comunicado oficial endereçado ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Ameaças e represálias
No documento, o aiatolá lamentou a morte do ministro da Inteligência do país, Esmail Khatib, ocorrida na última terça-feira em um bombardeio conduzido por forças israelenses. O regime iraniano reiterou o compromisso de retaliar pela eliminação de autoridades governamentais.
O líder supremo prometeu vingança pelas mortes de integrantes do alto escalão do regime, sinalizando um endurecimento na postura militar iraniana frente à escalada das tensões na região.
Contexto do conflito
O país atravessa o 21º dia de hostilidades. A partir da última quinta-feira, o conflito entrou em uma fase de maior intensidade com bombardeios iranianos direcionados a infraestruturas de produção de gás natural e refinarias de petróleo no Oriente Médio. Pontos relevantes sobre a situação atual incluem:
- Mojtaba Khamenei assumiu a liderança após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrida em um ataque aéreo em 28 de fevereiro.
- O atual líder supremo não aparece publicamente desde sua nomeação.
- O comunicado oficial omitiu a confirmação da morte do general Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, noticiada nesta sexta-feira.



















