O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) que ordenou o adiamento de ataques militares contra a infraestrutura energética do Irã. A decisão ocorre após o que o mandatário descreveu como conversas produtivas entre as duas nações, estabelecendo uma trégua temporária de cinco dias.
Escalada de tensões
Apesar da trégua, o cenário no Oriente Médio permanece volátil. O exército de Israel mantém operações em larga escala contra alvos iranianos, com relatos de explosões em Teerã. Paralelamente, Israel conduz uma incursão terrestre considerada limitada no sul do Líbano, com ordens para a destruição de pontes e instalações na linha de frente, ação descrita pelo presidente libanês, Joseph Aoun, como o preâmbulo de uma invasão maior.
O país todo é linha de frente neste momento.— Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ao orientar a população a permanecer em abrigos.
Ameaças regionais
A crise envolve múltiplos atores e riscos à estabilidade energética global:
- A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e retaliar contra instalações dos EUA no Oriente Médio.
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu que infraestruturas críticas na região poderiam sofrer danos irreversíveis caso as usinas iranianas sejam atingidas.
- O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou a interceptação de um míssil balístico disparado em direção a Riade, enquanto outro atingiu uma área desabitada.
O Papa Leão XIV manifestou publicamente seu desalento com o conflito e reforçou o pedido de cessar-fogo imediato entre as partes envolvidas.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/ao-vivo/eua-ataque-ira.ghtml



















