Uma investigação da Polícia Federal, deflagrada na última quarta-feira (25) por meio da Operação Fallax, revelou que o Grupo Fictor e células da facção criminosa Comando Vermelho compartilhavam uma estrutura operacional para a prática de lavagem de dinheiro e fraudes bancárias. O esquema, que teria movimentado valores superiores a R$ 500 milhões, utilizava empresas de fachada e a cooptação de funcionários de instituições financeiras.
Modo de operação
A organização criminosa estruturou um sistema profissional baseado em seis pilares principais, com foco na criação em massa de pessoas jurídicas de fachada. Estas empresas eram registradas com capital social simulado e contabilidade fraudulenta para apresentar uma falsa aparência de regularidade fiscal e faturamento elevado. Esse histórico artificial permitia a obtenção de limites de crédito vultosos em bancos como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.
O suporte interno de funcionários bancários era essencial para o sucesso da fraude. Segundo a Polícia Federal, gerentes cooptados inseriam dados falsos nos sistemas das instituições para acelerar aprovações de crédito e facilitar transferências de ativos ilícitos. Após a obtenção dos recursos, o montante era convertido em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
Alvos da operação
A Operação Fallax cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, resultando na prisão de ao menos 15 pessoas, incluindo gerentes bancários. Entre os alvos de busca e apreensão está o CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, e o ex-sócio Luiz Rubini. A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio e sequestro de bens no valor de até R$ 47 milhões.
A defesa do executivo Rafael de Gois informou que apenas um aparelho celular foi apreendido durante as diligências e que prestará esclarecimentos às autoridades competentes. A defesa de Luiz Rubini declarou que não teve conhecimento prévio do processo.
Posicionamento da Caixa
A CAIXA informa que atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro. A operação deflagrada é resultado direto de investigações conduzidas pelas autoridades competentes, com base em informações e comunicações realizadas pelo banco no curso regular dos mecanismos de monitoramento.
Caixa Econômica Federal



















