O tráfego de navios no Estreito de Ormuz registrou aumento na manhã desta quarta-feira (8), poucas horas após a entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã. A reabertura da passagem marítima foi uma das condições estabelecidas para a pausa nas hostilidades.
Negociações de paz
Representantes dos dois países têm um encontro agendado para a próxima sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, para discutir um acordo de paz definitivo. A mediação do processo é conduzida pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação de Teerã, com uma delegação que deve ser liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, os objetivos militares dos EUA no Irã foram atingidos e a base para um acordo de 10 pontos foi aceita como viável para as tratativas.
Tensão contínua
Apesar da trégua, o clima de instabilidade permanece. A Guarda Revolucionária do Irã declarou que mantém suas forças em prontidão para reagir a eventuais ataques de Washington ou de Israel. Em comunicado, a agência de notícias Tasnim, ligada à organização, afirmou que as forças iranianas estão preparadas para atuar com maior intensidade caso a ofensiva seja retomada durante o período de cessar-fogo.
Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria empregada esta noite contra o Irã, e condicionado ao fato de a República Islâmica do Irã concordar com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas.
Presidente Donald Trump
Contexto do conflito
Nas horas que antecederam o anúncio da trégua, o cenário no Oriente Médio foi marcado por ataques significativos:
- Os Estados Unidos atingiram a ilha de Kharg, hub estratégico para a produção de petróleo iraniano.
- Israel reportou ataques contra infraestruturas iranianas, incluindo pontes, ferrovias, aeroportos e um complexo petroquímico.
- O Irã respondeu com ataques contra instalações em países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.




















