Os Estados Unidos confirmaram na sexta-feira (1º) a retirada de 5 mil militares de bases na Alemanha, medida interpretada como uma retaliação a declarações recentes de autoridades alemãs. O processo de remoção do contingente deve ser concluído em até 12 meses, segundo informou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Impacto na segurança europeia
Em resposta à decisão, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, defendeu a ampliação da autonomia militar europeia. “Os europeus precisam assumir mais responsabilidade por sua própria segurança”, afirmou o ministro, destacando que o país já trabalha na modernização da Bundeswehr, com o objetivo de elevar o número de soldados da ativa de 185 mil para 260 mil.
“Os europeus precisam assumir mais responsabilidade por sua própria segurança”
Boris Pistorius, ministro da Defesa da Alemanha
Crise diplomática
A tensão entre Washington e Berlim escalou após o chanceler alemão, Friedrich Merz, sugerir que os EUA estariam sendo “humilhados” nas negociações para encerrar o conflito no Irã. O presidente Donald Trump rebateu as críticas, classificando as falas como “inapropriadas e pouco úteis”.
Mudanças estratégicas da Otan
A retirada impactará capacidades logísticas importantes, incluindo o cancelamento do envio de um batalhão de ataque de longo alcance. A perda é considerada sensível para Berlim, que a via como um elemento de dissuasão contra a Rússia.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que mantém contato com o governo americano para avaliar os detalhes do remanejamento. A porta-voz da aliança, Allison Hart, declarou que a organização permanece confiante em sua capacidade de garantir a defesa regional enquanto os países membros reforçam suas próprias estruturas.
A medida faz parte de uma reavaliação da presença militar americana na Europa, que pode afetar também a Espanha e a Itália, conforme sinalizado pela Casa Branca em meio a cobranças por maior apoio dos aliados nas operações no Oriente Médio.








