Motoristas e cobradores de ônibus de Teresina realizaram uma paralisação das atividades nesta segunda-feira (18), afetando o transporte público nos horários de pico. O movimento, organizado pela categoria, interrompeu o serviço das 6h às 8h e deve se repetir das 16h às 18h como forma de pressionar o poder público e as empresas por melhores condições salariais e de trabalho.
Reivindicações e impasse nas negociações
A categoria busca a reposição de perdas salariais acumuladas e a melhoria de benefícios. Segundo o Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí), a proposta apresentada aos trabalhadores incluía um reajuste salarial de 2% e um incremento de R$ 300 no tíquete alimentação. No entanto, o sindicato patronal, Setut, ofereceu um reajuste linear de 3%, que resultaria em um aumento de apenas R$ 39 no benefício de alimentação e um reajuste no plano de saúde.
É um absurdo. O valor não dá nem para pensar em fazer compras.
Antônio Cardoso, presidente do Sintetro
Possibilidade de greve geral
A paralisação faz parte de um calendário de mobilização que pode culminar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 25 de maio, caso não haja consenso. Além da pauta econômica, os trabalhadores reivindicam a renovação da frota de veículos da capital.
Posicionamento das entidades
Em nota, o Setut lamentou a paralisação, classificou a decisão como surpreendente e afirmou que as negociações foram baseadas nos índices inflacionários. A entidade reiterou que permanece aberta ao diálogo para evitar a interrupção do serviço.
A Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito) informou que monitora a situação e que iniciou o cadastramento de transportes alternativos como medida preventiva. O órgão afirmou estar preparado para garantir o atendimento à população e mitigar os impactos na mobilidade urbana em caso de greve confirmada.


















