O governo brasileiro planeja recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o novo conjunto de tarifas anunciado pelos Estados Unidos na última quinta-feira (23). Integrantes da diplomacia nacional, contudo, classificam a medida como um movimento de caráter puramente simbólico, voltado a marcar posição diante da gestão de Donald Trump, sem expectativa de efeitos práticos imediatos na reversão das barreiras comerciais.
Resposta oficial e instrumentos legais
O Palácio do Planalto classificou o anúncio americano como uma decisão arbitrária e injustificada. Em resposta, o governo brasileiro comunicou que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade e levar o caso à OMC, instância que, historicamente, serviu para mediar disputas comerciais, como a vitória brasileira sobre os subsídios ao algodão norte-americano em 2004.
Pressão do setor privado
A reação do governo gerou preocupação em entidades empresariais, que temem uma escalada nas tensões comerciais. Em vez de medidas de retaliação, associações defendem a manutenção do diálogo diplomático.
A entidade ressalta que não apoia a adoção de medidas de retaliação comercial nem a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta às iniciativas adotadas pelos Estados Unidos.
Nota da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) também se posicionou contrária à aplicação de medidas de reciprocidade, avaliando que as novas taxas prejudicam o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano, mas defendeu que o governo priorize negociações em detrimento de sanções.


















