Internado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, Antonio Luis Alves de Sena Junior aguarda transferência para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, após sofrer uma fratura na vértebra T6 em um acidente de motocicleta no último domingo (22). O jovem busca acesso a um tratamento experimental com polilaminina, substância que tem apresentado resultados positivos na regeneração de lesões medulares.
Situação clínica e transferência
O paciente encontra-se estável e consciente, sob acompanhamento de uma equipe multiprofissional. Segundo o HEDA, o jovem ocupa a primeira posição na fila de espera da central de regulação estadual para ser transferido a uma unidade de alta complexidade. A família tem buscado meios, inclusive judiciais, para acelerar a remoção, necessária para a realização de uma ressonância magnética que definirá a gravidade da lesão.
Possibilidade de tratamento
A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, indicou a possibilidade de fornecer a medicação, caso o paciente atenda aos critérios médicos após a avaliação diagnóstica. Especialistas alertam, contudo, que o uso compassivo da substância possui uma janela ideal de aplicação de até 72 horas após o trauma. A medicação atua como uma “cola biológica” para estimular a reconexão de neurônios danificados.
Sobre a polilaminina
A polilaminina é uma proteína experimental desenvolvida a partir de placenta humana, resultado de quase 30 anos de estudos. A tecnologia, que conta com parceria do laboratório Cristália, está em fase de testes clínicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avaliar sua eficácia e segurança em pacientes com lesões medulares.
“O paciente encontra-se estável, consciente e com sinais vitais preservados, sob acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional”, informou o HEDA em nota oficial.



















