O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta terça-feira (7) que mais de 14 milhões de iranianos manifestaram disposição para defender a República Islâmica em um eventual conflito com os Estados Unidos e Israel. A afirmação ocorre em meio ao aumento das tensões regionais e a um ultimato imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o trânsito no Estreito de Ormuz.
Mobilização nacional e ultimato americano
Segundo Pezeshkian, o número faz parte da campanha denominada “Janfada”, destinada a fortalecer a unidade nacional diante da escalada bélica. A retórica de prontidão militar coincide com o prazo final estipulado por Washington para que Teerã garanta a liberação do Estreito de Ormuz. O limite fixado pela administração americana expira às 21h desta terça-feira (horário de Brasília).
“Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos declararam, até agora, que estão prontos para sacrificar suas vidas pelo Irã. Eu também estive, estou e continuarei dedicado a fazer o mesmo”
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã
Alertas de segurança e operações militares
Em paralelo às movimentações diplomáticas, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um comunicado urgente nesta terça-feira orientando a população iraniana a evitar o uso de trens e a manter distância de linhas férreas nas próximas 12 horas, citando riscos à segurança civil.
O cenário de tensão também é agravado por declarações do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. O líder afirmou que as forças iranianas não serão intimidadas por ações hostis, incluindo o recente assassinato do major-general Majid Khademi, alto oficial da Guarda Revolucionária, ocorrido na segunda-feira (6).




















