O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulam a formação de alianças nos oito maiores colégios eleitorais do país, que concentram quase 70% dos eleitores brasileiros. A cerca de dois meses do início oficial do período eleitoral, ambos os campos políticos enfrentam impasses regionais e indefinições de candidaturas em estados estratégicos.
Cenário nos estados
As negociações abrangem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, totalizando mais de 100 milhões de votantes. Enquanto o PT busca consolidar bases em redutos históricos, a oposição lida com instabilidades internas e a necessidade de transferir votos em estados onde o governo atual possui maior penetração.
Desafios em São Paulo e Minas Gerais
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT ainda busca consenso sobre a candidatura ao Senado, equilibrando os nomes de Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França. Do outro lado, o governador Tarcísio de Freitas mantém um distanciamento estratégico de Flávio Bolsonaro, focando em sua reeleição após investigações envolvendo o senador.
Em Minas Gerais, tradicional termômetro eleitoral, o cenário é de indefinição para ambos. Com a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, o PT avalia nomes como Josué Gomes e Gabriel Azevedo. Paralelamente, a direita mineira apresenta divisões entre o governador Romeu Zema, o senador Cleitinho e o PL.
Movimentações no Rio e Nordeste
- Rio de Janeiro: A desistência de Cláudio Castro ao Senado abriu espaço para novas disputas no campo bolsonarista, enquanto o PT mantém aliança definida com o prefeito Eduardo Paes.
- Bahia: O PT mantém a chapa composta por Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa, enquanto o PL encontra dificuldades para firmar apoio sólido na candidatura de ACM Neto.
- Pernambuco e Ceará: Lula busca ampliar palanques com lideranças locais de centro, enquanto a oposição enfrenta fragmentações entre o PL e outros partidos de direita.
“Precisa resolver a questão da vice do Haddad e tem uma sobreposição de candidatos ao Senado que precisa resolver. É um problema bom”, afirmou Jilmar Tatto, coordenador do grupo de trabalho eleitoral do PT.


















