A Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento (Ride) da Grande Teresina apresenta a terceira maior desigualdade de renda entre as 22 regiões metropolitanas brasileiras, segundo dados do Boletim Desigualdade nas Metrópoles 2026. Embora a pobreza tenha diminuído na região, a concentração de riqueza permanece acentuada, com os 10% mais ricos recebendo, em média, 18 vezes mais do que os 40% mais pobres da população.
Indicadores de desigualdade
O estudo, realizado pelo Observatório das Metrópoles, pela Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e pela PUC-RS, aponta que a Grande Teresina registrou um coeficiente de Gini de 0,563 em 2025. O índice, que mede a desigualdade de renda em uma escala onde valores próximos a 1 indicam maior concentração, coloca a capital piauiense atrás apenas de Brasília (0,570) e Natal (0,565).
Renda e pobreza
Apesar da persistência da desigualdade, os indicadores sociais na Grande Teresina apresentaram melhorias:
- A renda domiciliar per capita média saltou de R$ 1.663, em 2022, para R$ 2.077, em 2025.
- A proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza recuou de 29,4% para 25,4% no mesmo período.
- A taxa de extrema pobreza caiu de 5,2% para 4,2%.
Apesar do avanço, a renda média da metrópole piauiense permanece abaixo da média nacional das regiões metropolitanas, que atingiu R$ 2.766 no último ano.
Causas da variação
Os pesquisadores atribuem a queda na pobreza ao fortalecimento do mercado de trabalho e ao aumento da renda do trabalho em nível nacional. Entre 2021 e 2025, mais de 10,4 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas metrópoles do país, levando a taxa nacional de pobreza ao menor nível da série histórica, iniciada em 2012.
Os dados utilizados no levantamento têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


















