Pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, estimam que aproximadamente 58,9 mil construções foram danificadas ou destruídas após os fortes terremotos que atingiram o norte da Venezuela na última quarta-feira (24). O levantamento, baseado em imagens de satélite, aponta as áreas de maior impacto, concentradas na faixa costeira e na região metropolitana de Caracas.
Dados técnicos dos abalos
A região foi atingida por dois sismos principais, ocorridos próximos às cidades de San Felipe e Yumare. O primeiro evento registrou magnitude 7,2, seguido por um segundo abalo de magnitude 7,5. Os efeitos foram sentidos intensamente na costa central e na capital venezuelana.
Metodologia e ressalvas
A estimativa foi consolidada por meio da comparação de imagens captadas antes e depois dos eventos sísmicos pelo satélite europeu Sentinel-1. O sistema identifica mudanças bruscas na superfície, como desabamentos e acúmulo de escombros. No entanto, especialistas destacam limitações na análise:
- A contagem não é definitiva e carece de vistorias presenciais ou registros de equipes de emergência.
- Cerca de 25% da área terrestre não foi contemplada pelo levantamento devido à trajetória dos satélites ou baixa densidade construtiva.
- Construções de pequeno porte ou aglomeradas podem ter tido sua identificação individual prejudicada.
A Nasa alerta que o número não representa uma contagem definitiva dos prédios atingidos, sendo necessário o cruzamento com inspeções realizadas no solo para confirmar a situação estrutural de cada edifício.
Nota técnica sobre o levantamento
Segundo os responsáveis, o objetivo dos dados é otimizar a localização de zonas críticas para orientar os esforços de socorro e futuras avaliações detalhadas pelas autoridades locais.
Fonte: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/06/30/terremotos-na-venezuela-analise-de-satelite.ghtml






