O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciam suas campanhas eleitorais com foco estratégico nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A região concentra 65,5 milhões de eleitores, o equivalente a 42% do eleitorado nacional.
Estratégias de campanha
Lula oficializa sua candidatura em São Bernardo do Campo, berço de sua trajetória sindical, com agendas subsequentes em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Segundo Edinho Silva, coordenador da campanha petista, o foco será a divulgação de programas governamentais e o contato direto com o eleitorado, incluindo o uso de redes sociais.
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro inicia sua campanha no Rio de Janeiro, seguido por atos em Minas Gerais, incluindo passagens por Juiz de Fora e Belo Horizonte. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, afirmou que a estratégia priorizará a comparação entre as gestões do PT e a do ex-presidente Jair Bolsonaro, com ênfase em indicadores econômicos e segurança pública.
Segurança Pública e propostas
As propostas divergem significativamente quanto ao combate ao crime organizado:
- Governo Lula: Defende a manutenção da política de asfixia financeira de facções criminosas e a aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso.
- Plano Flávio Bolsonaro: Propõe classificar facções como organizações “narcoterroristas”, a redução da maioridade penal para 16 anos (ou 14 em crimes graves) e a construção de cinco presídios federais de segurança máxima para isolar lideranças criminosas.
Educação e Saúde
Na área da educação, Lula aposta na universalização do ensino em tempo integral e na expansão do programa Pé-de-Meia para reduzir a evasão escolar. Já Flávio Bolsonaro propõe a implementação do método fônico na alfabetização, metas de desempenho vinculadas a repasses e a substituição do Fies pelo Empréstimo Contingente à Renda.
No setor da saúde, o governo atual destaca a recomposição da cobertura vacinal e a ampliação de equipes de atendimento. O plano de Flávio Bolsonaro prevê a digitalização do prontuário eletrônico unificado via CPF e a manutenção de campanhas de vacinação, diferenciando-se de posicionamentos adotados anteriormente por seu pai.


















